Coisas do chamado destino
No outro dia,
Quando regressava de uma ida,
Cheirei uma doce maresia
Pouco natural neste local de partida.
Que aragem tão extraordinária
Seria esta nesta minha guarida...
Que vento acidental sopraria
Ofertando assim um toque de vida.
Obra de acasos,
Que não o são
E evitam ocasos
A homens sem pão.
Coisas que fazem de rasos...
Generais de bastão.
MJMS
Marida, marida
Marida, minha marida,
Se soubesses quanto me és querida,
Se imaginasses quanto me és vida,
Se não te mostrasses dúvida
Que queres mostrar em ti
Que queres que leia como li
A começar daqui para ali...
Dali para aqui.
Marida, marida amada,
Feiticeira, bruxa e fada,
Menina, birrinha mimada
Companheira forte e desejada
Da minha alma que existe afinal.
Jurei-te amor que superasse qualquer mal
E fidelidade até ao fim da nossa idade mortal
Em abençoado local
Mas acredita, que muito antes da celebração,
Bem cá dentro, já se havia consumado a união...
A mais fácil decisão,
A de tomar a tua mão.
MJMS